Vamos Tentar
A família é o berço da civilização de um povo.
Se a família deixar de existir, a sociedade se degenera, pois nenhuma outra instituição é capaz de substituí-la como escola de virtudes sociais. O que é necessário para que esta família exista e funcione como agente educador? O instituto familiar precisa de amor recíproco de seus membros, autenticidade, assistência, estabilidade, harmonia e principalmente a solidariedade.
Para que servem vários imóveis, lindos carros, excelentes escolas, curso disso e daquilo, se não houver a fraterna participação entre pais e filhos, como grandes amigos que devem ser?
É certo que cada filho possui um gênio, um caráter ou uma individualidade. O que cabe a nós pais? Saber entendê-lo, buscar no seu jeito de ser uma forma de alcançá-lo através de nossas experiências. Perceber em seu olhar se está feliz ou com problemas.
Enfim, importarmo-nos com eles.
Deixemos um pouco de lado a preocupação com a roupa da moda, as frivolidades sociais ou o rendimento deste ou daquele investimento. Vamos sim investir na formação moral de nossos filhos. São eles que, antes de tudo, seres humanos com um universo de questionamentos, frustrações e muitas alegrias.
Nossos filhos devem contar com nosso apoio, tendo como base o amor e a disciplina.
Sem medo de saber, devemos procurá-los para conversar, como fazemos com um amigo. Não é tão difícil, deixe-o falar. Coloquemos nossas questões. Saibamos compreender o seu ponto de vista, considerando sua idade e experiências, exponhamos o nosso, mas sem imposições e, ficaremos surpresos ao constatarmos: Porque não pensamos nisso?
Outra coisa, nada de orgulho quando verificarmos que em muitas situações eles ou elas têm razão. Errar é humano, entretanto reconhecer, corrigindo o erro é divino.
Com este comportamento ao invés deles nos acharem inferiores, aprenderão a nos respeitar e também aos outros.
Teremos feito, então, uma simples e grande descoberta: o real valor do respeito entre pais e filhos. Sabendo calar para ouvir, e dizendo sem humilhar, certamente os tornaremos nossos maiores amigos, os melhores e mais sinceros do mundo.
Sheila Coutinho - 22/06/2005 |