Reflexões sobre a felicidade
Dor e soledade não são, senão, recursos abençoados de crescimento!
“A felicidade não é deste mundo” - asseverou-nos Jesus. Contudo, necessário se faz que não nos enganemos, a exemplo do discípulo Bartolomeu, crendo que o normal é sermos tristes sofredores aqui, já que só do outro lado da vida desfrutaremos da felicidade plena e verdadeira... Não! Ingenuidade de nossa parte entendermos assim! Com certeza não era essa a interpretação que esperava o Bom Mestre de nós outros!
Então, onde estará a felicidade?
Pergunte a uma criança e ela lhe dirá que está no seu brinquedo, exatamente naquele momento de diversão... Observe uma abelha e ela parecerá feliz em produzir o mel ou simplesmente em fazer companhia à sua rainha quando ela precisa ceder a vez a outra abelha mais jovem, no reto cumprimento do dever... Siga uma formiga carregando um peso 10 vezes superior ao seu próprio peso e ela lhe mostrará que ser feliz é apenas executar a tarefa sem temer os percalços do caminho... Todavia, questione um homem no mundo e ele lhe dará todos os argumentos possíveis para provar que a felicidade está no poder, no dinheiro, na satisfação e realização de todos os sonhos materiais...
Divagamos, como se pudéssemos mensurar um estado de espírito que se encontra no âmago de nós mesmos!
A felicidade não é uma estação que chega em hora marcada. É preciso que a descubramos através da reflexão acerca da vida, da nossa vida...
Um pouco de filosofia nos fará pensar na Justiça Divina e na sábia lei da Reencarnação. Dispomos da Doutrina Espírita que nos esclarece a Lei de Ação e Reação (de Newton) e compreendemos que somos os causadores de todas as nossas aflições. Mas, ao mesmo tempo, amparados na confiança inquestionável em Deus, temos a chave para abrir todas as portas desconhecidas , localizadas em nossa alma.
O que somos? O que buscamos? Quais nossos ideais? Se nossas respostas tiverem como alicerce tão somente o nosso conforto material, em vão buscaremos a felicidade, pois satisfeita uma “necessidade” logo arranjaremos outra e outra e mais outra, correndo insaciavelmente atrás de castelos de areia, que, ao sabor da primeira ventania, poderão desmoronar.
Onde andam nossos sonhos mais elevados?! E nossas aspirações espirituais?
Ah, que imensa felicidade nos invade quando fazemos o bem espontaneamente, ou quando vencemos, mesmo a passos curtos, dificuldades que antes pareciam inalcançáveis! Ou ainda, quando aguçamos a nossa sensibilidade cada vez que a vida nos brinda com uma música elevada, com um livro nobre, com uma bela obra de arte, inspirações divinas em construções humanas!
Um pouco de reflexão e percebemos que a felicidade interior deve ser o alvo de nossa busca, a base de nossas realizações! O que temos passará, mas o que somos, essencialmente permanecerá conosco somando conquistas, acrescentando venturas à nossa alma imortal, que um dia experimentará alegrias hoje inimagináveis, por compreender, em grande escala, o que realmente importa em nossa jornada evolutiva...
Então, recebamos a dor como recurso temporário para o nosso crescimento maior e festejemos a vida, dia-a-dia, por querer sempre o melhor para cada um de nós, nos desígnios divinos.
Sejamos felizes com o que já somos e plantemos o bem para que a alegria maior nos acolha no porvir!
Sejamos fidedignos ao amor de Deus e gratos à Sua soberana Justiça, porque Ele é todo Amor e a felicidade está Nele!
Muita paz!
Sandra Senna
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