O alerta da Natureza
.........As pessoas com menos de 30 anos se surpreendem quando antigos moradores de Petrópolis comentam como era o clima há 50 ou mais anos. Quando os idosos narram como era o clima em nossa cidade, os jovens não conseguem entender que, para viver em Petrópolis, mesmo após a 2 a Guerra Mundial, eram necessários grossos agasalhos, e as lareiras não eram apenas para enfeite nas casas petropolitanas.
.........Há anos que não se consegue ver, transitando por nossas ruas, pessoas com aquelas capas pretas, de tecido grosso, e galochas nos pés. A chuva, muito leve, durava semanas. As estações do tempo eram claramente delimitadas. Havia ocasiões em que chovia por meses seguidos. O ruço, que era uma névoa bem densa, que se forma na Serra do Mar, era quase diário, e ocasionalmente tão intenso, que as luzes dos antigos postes se acendiam em plena tarde. O ruço molhava lentamente os pedestres, encharcando-os. Na época, era comum vermos operários das fábricas de tecidos caminhando com suas marmitas e seus agasalhos de lã. Os vidros das janelas de nossas casas amanheciam toldados de água, em virtude da diferença de calor entre os ambientes interno e externo.
.........Nossas matas eram quase intocadas e dava gosto vê-las pela manhã, cobertas de orvalho. Em raras ocasiões, a geada comparecia em áreas específicas de nossa cidade. Muitos veranistas procuravam Petrópolis em função do clima ameno, e por vezes muito frio, procurando escapar do calor do Rio de Janeiro, na falta do ar condicionado...
.........Hoje tudo mudou. As estações se confundem, o ruço raramente aparece, e o frio só quando as chamadas “ondas de frio” assolam a região Sudeste é que dele nos lembramos. As matas, as poucas que ainda restam intocadas, aí estão para nos deixar saudades.
.........O ser humano não tem respeitado a Natureza. Caminha destruindo-a lentamente, como se a destruição continuada do nosso meio ambiente não se refletisse tão rapidamente em nossas vidas. Dizem alguns cientistas, mais pessimistas, que muitos dos cálculos sobre a devastação ecológica estão errados, pois consideram dados muito recentes e não temos meios para avaliar como isso se refletirá em futuro mais remoto.
.........Ao refletir sobre tais ocorrências, sobre os alertas dos cientistas, não podemos deixar de pensar como o conhecimento da reencarnação poderia ajudar o mundo a superar, ou, pelo menos, para diminuir drasticamente a devastação do nosso planeta. Se todos nós acreditássemos, convictamente, de que a vida continua no mundo espiritual, que à Terra retornaremos para aprender a amar, a crescer espiritualmente, a nos transformarmos em homens de bem, certamente modificaríamos nosso procedimento.
.........Se tivéssemos todos a certeza de que retornaremos em outro corpo, sem lembranças de nossas vidas passadas, certamente procederíamos de maneira diferente.
.........Não são nossos bisnetos que resgatarão nossos erros, e sim nós mesmos em outras roupagens físicas. É o ensinamento que encontramos no Êxodo, (Êxo. 20:4-5) livro do Antigo Testamento, que declara textualmente: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima dos céu, nem embaixo da terra, nem nas águas debaixo da Terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”. Como para quem sabe ler um pingo é letra, é claro que Deus, justo e misericordioso, não pune nossos netos e bisnetos por nossos erros, mas somos nós mesmos, reencarnados, que teremos que apreender a amar nosso próximo e não a destruí-lo.
.........Jesus confirma essa verdade ao ensinar textualmente: “Não te maravilhes de te ter dito: necessário vos é nascer de novo”. (João 3:7)
.........Como o mundo seria diferente se todos nós acreditássemos que somos espíritos imortais, vestindo temporariamente um corpo de carne, e que a ele voltaremos até aprendermos o “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”...
Carlos da Gama Campos
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